Putz, já faz um mês que não escrevo, muita coisa aconteceu e obviamente não vou conseguir lembrar de tudo, mas vou tentar falar um pouco sobre o que lembro de mais importante (ou nem tanto) e conversar sobre o pouco que conseguir assistir (ou ler) dos jogos olímpicos, afinal, essa é uma das minhas paixões.
Bem, acabei meu último post falando sobre a competição de fogos de artifícios e a parada gay. Como podem ver, eu sobrevivi a ambos eventos; e sem muito trauma ou espanto. Os fogos foram realmente bonitos e impressionantes em relação à pontualidade e capacidade de trazer as pessoas para a rua. Fora isso nada de mais, legal e pronto, nada extraordinário. Ainda achamos que nada supera o show do final do dia da MGM chamado Fantasmic!
E como não poderia deixar de ser, a parada gay também foi um exemplo de organização e pontualidade. Eu trabalhei o dia todo atrás do balcão e não pude ver muita coisa, mas como cheguei antes de começar e as ruas estavam fechadas para carros tive que andar até o trabalho passando pelo "backstage" da parada; o que foi bem legal, porque como a Fê estava comigo pudemos ver um pouco do que ia acontecer e realmente como as coisas funcionam por aqui. Diferente da parada de São Paulo que é nada mais do que uma grande festa (Rave talvez) a céu aberto, aqui a parada é REALMENTE uma parada, em que o público fica na calçada esperando para ver o desfile. Nesse caso as atrações eram um pouco mais exóticas do que por exemplo o desfile das forças armadas no 7 de setembro, mesmo tendo também a participação dos representante gays da polícia montada, bombeiros e polícia comum; obviamente que trajando roupas oficiais de trabalho e mostrando que as instituições governamentais não têm preconceito algum com quem trabalha para eles. Ah sim, e teve também as atrações "pitorescas" da parada, como todo tipo de roupa (e não roupa muitas vezes), carros alegóricos cheios de caras dançando só de sunga músicas da Gloria Gaynor, mulheres bonitas se beijando, um caminhão da igreja dos homossexuais (que aliás, do que eu consegui ver, foi o que eu mais gostei, tinha uma gordinha loira cantando muuuito e uma galera atrás do caminhão fazendo o back vocal. Muito bons. Ah, o slogan deles era bom também: "Será que Jesus teria preconceito?") e teve até gente andando totalmente pelada. Tudo isso com muito respeito e organização. Ambos os eventos acabam, limpa-se rápido as ruas e tudo volta ao normal em questão de uma hora e parece que nada aconteceu. Realmente bacana de ver como o povo é civilizado (em sua maioria) e organizado.
Voltando um pouco mais para a nossa realidade caseira gostaria de comentar também alguns pontos que a Fê escreveu no último post dela. Começando pelo fato que realmente é bom saber que enquanto estou trabalhando ela está por aí curtindo a cidade (e gostando); afinal esse foi um dos principais motivos que nos mudamos, a chance de poder aproveitar a vida pelas ruas e parques sem muito stress é algo que me deixa realmente satisfeito com a vida que estamos tendo. Só isso já compensaria as unhas mal pintadas e o cabelo sem cortar as pontas (o que aliás, eu nem percebo, afinal minha esposa é linda de qualquer jeito).
No domingo passado (17/08) fomos ao casamento do meu novo amigo David com a Julia, ambos canadenses, e sentamos numa mesa só com um pessoal bem mais velho; o lugar era muito bonito, à beira da praia e as pessoas com a gente muito legais. Rimos muito e nos divertimos com a festa e cerimônia que foram muito legais. O pessoal daqui realmente não tem nada de frio ou chato.
Ah, semana passada fiz novamente a prova para meu certificado de personal trainer, e não é que quando se vai preparado e sabendo melhor os termos em inglês a cosia não fica tão difícil. Agora preciso fazer a parte prática da brincadeira, mais papelada para preparar e chatice para mostrar; mas tudo bem, vai valer a pena ter uma linha a mais no currículo. Mas, o mais importante é que na semana que vem vou fazer o curso para o certificado da academia em que estou praticando, e o dono do lugar já me convidou para trabalhar lá, mas as coisas não são muito imediatas, então ainda deve levar uns meses para realmente dizer que estou vivendo disso. Mas vai valer a pena, porque realmente a academia é do estilo que eu gosto, todo mundo dando o máximo que pode e se matando de treinar.
Falando em esporte, vamos conversar sobre os jogos olímpicos, por favor me mandem comentários também, porque eu quero saber as impressões do que foi mostrado no Brasil também, já que aqui eu só consegui saber das coisas do Canadá e EUA.
Falar em Michael Phelps já virou redundante, nem tem muito o que comentar sobre o cara, mas já perceberam que acabamos de testemunhar fatos históricos? 8 medalhas de ouro dele, os jamaicanos detonando em várias provas, e Usain Bolt passeando nos 100m e 200m. Eu acho que esse cara vai cair no dopping, não devia ser tão tranquilo bater o recorde dos 100m daquele jeito. Anyway, foi impressionante!!!
Impressionante também é o poder e os comentários da mídia, em qualquer lugar do mundo pelo jeito as coisas são iguais. Ser humano é realmente um bicho estranho, e a mídia está aí para acentuar e mostrar esse lado. Ao final da 1a semana de jogos o Canadá ainda não tinha nenhuma medalha, e tudo o que a mídia fazia era mostrar isso de uma maneira quase que humilhante para os atletas, dizendo o quanto tinha sido gasto para mandar atletas para Pequim (ou Beijing, ou Pékin, depende da língua que estamos falando) e que esse dinheiro poderia ter sido usado para outras coisas. Bem, no meio da 2a semana em que o Canadá começou a ganhar medalhas e pular para os Top 15 a coisa já mudou... o papo agora era que todos tinham orgulho dos atletas canadenses por conseguirem chegar ao pódio olímpico com tão pouco auxílio financeiro do governo e empresas, que deveria ser investido mais nas categorias de base, que o país não ganha mais medalhas como há 16 anos atrás por falta de auxílio, blá, blá, blá... Realmente, a mídia adora mesmo é de um contra-senso para poder vender jornal.
Agora, o que realmente me deixou feliz foi ver tantos países diferentes ganhando medalhas, isso mostra como alguns países têm realmente acreditado que o esporte pode melhorar a qualidade de vida das pessoas. O esporte realmente é incrível em vários pontos; tirando fatos absurdos e ridículos como por exemplo o cubano Angel Valodia Matos que irritado ao ser desqualificado por estar enrolando o tempo no meio da luta de Tae Kwon-Do acertou um chute na cara do juíz propositalmente, alguns outros atletas nos mostram alguns exemplos de civilidade e humanidade. Tomemos por exemplo alguns dos "melhores atletas do mundo": Michael Phelps, ao que me parece, mesmo carregando oito medalhas no pescoço não deixou esse peso todo derrubar sua simpatia e carisma; adorei ver uma corredora muçulmana competindo com o corpo coberto; eu vi em algum lugar que a seleção de basquete masculina dos EUA foi visitar alguns hospitais com sobreviventes dos terremotos meses atrás E fizeram uma bela doação em dinheiro para ajudar esses hospitais.
Mas hoje eu vi uma entrevista com o presidente do COI que falou qual foi o momento mais marcante para ele nesses jogos, e, mesmo não tendo visto antes a cena, eu concordo bastante com ele que o choro do Federer ao receber a medalha de ouro na dupla de tênis realmente mostra o quão grandioso deve ser ganhar uma medalha olímpica; afinal o cara já tem toda a grana necessária para algumas encarnações e já ganhou tudo quanto é tipo de título importante no tênis, e mesmo assim ele estava chorando justamente ao ganhar um dos prêmios que não dá um centavo (diretamente) como parte do reconhecimento pela sua vitória. Bem, logo em seguida eu vi uma matéria sobre um ex-atleta olímpico que alguns anos atrás começou do zero uma organização (Right to Play) para levar esporte a crianças do mundo todo com o objetivo de melhorar a qualidade de vida delas e da sua comunidade; bem o legal dessa história foi ver a quantidade de atletas que colabora e nem precisam usar isso como marketing.
Resumo disso tudo (pelo menos na minha cabeça): bom saber que cada dia mais pessoas percebem que cultura e esporte estão intimamente ligados, e que uma coisa anda junto da outra, se ajudando.
Bem, através do esporte eu ainda faço amigos (e muito bons amigos aliás), me divirto e espero dentro em breve poder continuar sustentando minha vida através dele.
Saudade de todos, e espero que em breve venham nos visitar e fazer algum esporte conosco aqui.
Beijos e abraços aos merecedores.
PS: e que venham os paraolímpicos UHUUUU-- \_O_/
Bem, acabei meu último post falando sobre a competição de fogos de artifícios e a parada gay. Como podem ver, eu sobrevivi a ambos eventos; e sem muito trauma ou espanto. Os fogos foram realmente bonitos e impressionantes em relação à pontualidade e capacidade de trazer as pessoas para a rua. Fora isso nada de mais, legal e pronto, nada extraordinário. Ainda achamos que nada supera o show do final do dia da MGM chamado Fantasmic!
E como não poderia deixar de ser, a parada gay também foi um exemplo de organização e pontualidade. Eu trabalhei o dia todo atrás do balcão e não pude ver muita coisa, mas como cheguei antes de começar e as ruas estavam fechadas para carros tive que andar até o trabalho passando pelo "backstage" da parada; o que foi bem legal, porque como a Fê estava comigo pudemos ver um pouco do que ia acontecer e realmente como as coisas funcionam por aqui. Diferente da parada de São Paulo que é nada mais do que uma grande festa (Rave talvez) a céu aberto, aqui a parada é REALMENTE uma parada, em que o público fica na calçada esperando para ver o desfile. Nesse caso as atrações eram um pouco mais exóticas do que por exemplo o desfile das forças armadas no 7 de setembro, mesmo tendo também a participação dos representante gays da polícia montada, bombeiros e polícia comum; obviamente que trajando roupas oficiais de trabalho e mostrando que as instituições governamentais não têm preconceito algum com quem trabalha para eles. Ah sim, e teve também as atrações "pitorescas" da parada, como todo tipo de roupa (e não roupa muitas vezes), carros alegóricos cheios de caras dançando só de sunga músicas da Gloria Gaynor, mulheres bonitas se beijando, um caminhão da igreja dos homossexuais (que aliás, do que eu consegui ver, foi o que eu mais gostei, tinha uma gordinha loira cantando muuuito e uma galera atrás do caminhão fazendo o back vocal. Muito bons. Ah, o slogan deles era bom também: "Será que Jesus teria preconceito?") e teve até gente andando totalmente pelada. Tudo isso com muito respeito e organização. Ambos os eventos acabam, limpa-se rápido as ruas e tudo volta ao normal em questão de uma hora e parece que nada aconteceu. Realmente bacana de ver como o povo é civilizado (em sua maioria) e organizado.
Voltando um pouco mais para a nossa realidade caseira gostaria de comentar também alguns pontos que a Fê escreveu no último post dela. Começando pelo fato que realmente é bom saber que enquanto estou trabalhando ela está por aí curtindo a cidade (e gostando); afinal esse foi um dos principais motivos que nos mudamos, a chance de poder aproveitar a vida pelas ruas e parques sem muito stress é algo que me deixa realmente satisfeito com a vida que estamos tendo. Só isso já compensaria as unhas mal pintadas e o cabelo sem cortar as pontas (o que aliás, eu nem percebo, afinal minha esposa é linda de qualquer jeito).
No domingo passado (17/08) fomos ao casamento do meu novo amigo David com a Julia, ambos canadenses, e sentamos numa mesa só com um pessoal bem mais velho; o lugar era muito bonito, à beira da praia e as pessoas com a gente muito legais. Rimos muito e nos divertimos com a festa e cerimônia que foram muito legais. O pessoal daqui realmente não tem nada de frio ou chato.
Ah, semana passada fiz novamente a prova para meu certificado de personal trainer, e não é que quando se vai preparado e sabendo melhor os termos em inglês a cosia não fica tão difícil. Agora preciso fazer a parte prática da brincadeira, mais papelada para preparar e chatice para mostrar; mas tudo bem, vai valer a pena ter uma linha a mais no currículo. Mas, o mais importante é que na semana que vem vou fazer o curso para o certificado da academia em que estou praticando, e o dono do lugar já me convidou para trabalhar lá, mas as coisas não são muito imediatas, então ainda deve levar uns meses para realmente dizer que estou vivendo disso. Mas vai valer a pena, porque realmente a academia é do estilo que eu gosto, todo mundo dando o máximo que pode e se matando de treinar.
Falando em esporte, vamos conversar sobre os jogos olímpicos, por favor me mandem comentários também, porque eu quero saber as impressões do que foi mostrado no Brasil também, já que aqui eu só consegui saber das coisas do Canadá e EUA.
Falar em Michael Phelps já virou redundante, nem tem muito o que comentar sobre o cara, mas já perceberam que acabamos de testemunhar fatos históricos? 8 medalhas de ouro dele, os jamaicanos detonando em várias provas, e Usain Bolt passeando nos 100m e 200m. Eu acho que esse cara vai cair no dopping, não devia ser tão tranquilo bater o recorde dos 100m daquele jeito. Anyway, foi impressionante!!!
Impressionante também é o poder e os comentários da mídia, em qualquer lugar do mundo pelo jeito as coisas são iguais. Ser humano é realmente um bicho estranho, e a mídia está aí para acentuar e mostrar esse lado. Ao final da 1a semana de jogos o Canadá ainda não tinha nenhuma medalha, e tudo o que a mídia fazia era mostrar isso de uma maneira quase que humilhante para os atletas, dizendo o quanto tinha sido gasto para mandar atletas para Pequim (ou Beijing, ou Pékin, depende da língua que estamos falando) e que esse dinheiro poderia ter sido usado para outras coisas. Bem, no meio da 2a semana em que o Canadá começou a ganhar medalhas e pular para os Top 15 a coisa já mudou... o papo agora era que todos tinham orgulho dos atletas canadenses por conseguirem chegar ao pódio olímpico com tão pouco auxílio financeiro do governo e empresas, que deveria ser investido mais nas categorias de base, que o país não ganha mais medalhas como há 16 anos atrás por falta de auxílio, blá, blá, blá... Realmente, a mídia adora mesmo é de um contra-senso para poder vender jornal.
Agora, o que realmente me deixou feliz foi ver tantos países diferentes ganhando medalhas, isso mostra como alguns países têm realmente acreditado que o esporte pode melhorar a qualidade de vida das pessoas. O esporte realmente é incrível em vários pontos; tirando fatos absurdos e ridículos como por exemplo o cubano Angel Valodia Matos que irritado ao ser desqualificado por estar enrolando o tempo no meio da luta de Tae Kwon-Do acertou um chute na cara do juíz propositalmente, alguns outros atletas nos mostram alguns exemplos de civilidade e humanidade. Tomemos por exemplo alguns dos "melhores atletas do mundo": Michael Phelps, ao que me parece, mesmo carregando oito medalhas no pescoço não deixou esse peso todo derrubar sua simpatia e carisma; adorei ver uma corredora muçulmana competindo com o corpo coberto; eu vi em algum lugar que a seleção de basquete masculina dos EUA foi visitar alguns hospitais com sobreviventes dos terremotos meses atrás E fizeram uma bela doação em dinheiro para ajudar esses hospitais.
Mas hoje eu vi uma entrevista com o presidente do COI que falou qual foi o momento mais marcante para ele nesses jogos, e, mesmo não tendo visto antes a cena, eu concordo bastante com ele que o choro do Federer ao receber a medalha de ouro na dupla de tênis realmente mostra o quão grandioso deve ser ganhar uma medalha olímpica; afinal o cara já tem toda a grana necessária para algumas encarnações e já ganhou tudo quanto é tipo de título importante no tênis, e mesmo assim ele estava chorando justamente ao ganhar um dos prêmios que não dá um centavo (diretamente) como parte do reconhecimento pela sua vitória. Bem, logo em seguida eu vi uma matéria sobre um ex-atleta olímpico que alguns anos atrás começou do zero uma organização (Right to Play) para levar esporte a crianças do mundo todo com o objetivo de melhorar a qualidade de vida delas e da sua comunidade; bem o legal dessa história foi ver a quantidade de atletas que colabora e nem precisam usar isso como marketing.

Resumo disso tudo (pelo menos na minha cabeça): bom saber que cada dia mais pessoas percebem que cultura e esporte estão intimamente ligados, e que uma coisa anda junto da outra, se ajudando.
Bem, através do esporte eu ainda faço amigos (e muito bons amigos aliás), me divirto e espero dentro em breve poder continuar sustentando minha vida através dele.
Saudade de todos, e espero que em breve venham nos visitar e fazer algum esporte conosco aqui.
Beijos e abraços aos merecedores.
PS: e que venham os paraolímpicos UHUUUU-- \_O_/
3 comments:
Amei a fotinho da bicicleta!
Fe e Joel,
Voces convidaram, entao vim dar uma olhadinha. Adorei o blog de voces! Eh uma oportunidade de conhecer voces melhor e participar da experiencia da chegada, de novo. Para quem esta aqui ha muito tempo (como eu) eh uma otima maneira de sentir estas emocoes de novo. Realmente somos pessoas privilegiadas por tudo que a vida nos oferece. E privilegiada tambem me sinto com o inicio da amizade de voces. Espero dividir muitos momentos bons no futuro, principalmente aqueles que envolvam neve, montanhas e esquis (ta bom, boards tambem)! Beijo grande
Andrea
Joel & Fe,
Curiosidade:
Qual de vcs 2 falava e entendia mais o Ingles before go to Canada ?
Tell me about it...
Qual é a sensação de aprender vivenciando a língua no próprio país ?
I´m so excited that you wan ! Have a beautiful and "equipado" appartment - this is awesome !
(o APE veio mobiliado assim ? ou vcs foram comprando as coisas devagar ? )
XXX
JessicA
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